09/05/2013

Scrum

Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software

Estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver
software, fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a
fazerem o mesmo. Através deste trabalho, passamos a valorizar:
Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas
Software em funcionamento mais que documentação abrangente
Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
Responder a mudanças mais que seguir um plano
Ou seja, mesmo havendo valor nos itens à direita,
valorizamos mais os itens à esquerda.

O que é Scrum

Scrum vem sendo utilizado para o desenvolvimento de produtos complexos desde o início dos anos 90. […] Scrum não é um processo ou uma técnica para o desenvolvimento de produtos. Ao invés disso, é um framework dentro do qual você pode empregar diversos processos e técnicas. O papel do Scrum é fazer transparecer a eficácia relativa das suas práticas de desenvolvimento para que você possa melhorá-las, enquanto provê um framework dentro do qual produtos complexos podem ser desenvolvidos.

Conceito

Scrum, que é fundamento na teoria de controle de processos empíricos, emprega uma abordagem iterativa e incremental para otimizar a previsibilidade e controlar riscos. Três pilares sustentam qualquer implementação de controle de processos empíricos:

  1. Transparência – A transparência garante que aspectos do processo que afetam o resultado devem ser visíveis para aqueles que gerenciam os resultados. Esses aspectos não apenas devem ser transparentes, mas também o que está sendo visto deve ser conhecido. Isto é, quando alguém que inspeciona um processo acredita que algo está pronto, isso deve ser equivalente à definição de pronto utilizada.
  2. Inspeção – Os diversos aspectos do processo devem ser inspecionados com uma frequência suficiente para que variações inaceitáveis no processo possam ser detectadas. A frequência da inspeção deve levar em consideração que qualquer processo é modificado pelo próprio ato da inspeção. O problema acontece quando a frequência de inspeção necessária excede a tolerância do processo à inspeção. Os outros fatores são a habilidade e a aplicação das pessoas em inspecionar os resultados do trabalho.
  3. Adaptação – Se o inspetor determinar, a partir da inspeção, que um ou mais aspectos do processo estão fora dos limites aceitáveis e que o produto resultante será inaceitável, ele deverá ajustar o processo ou o mterial sendo processado. Esse ajuste deve ser feito o mais rápido possível para minimizar desvios posteriores.

scrum-process

O Sprint

Scrum emprega os eventos com duração fixa (time-boxes) para criar regularidade. Entre os elementos do Scrum que têm duração fixa, temos a reunião de Planejamento da Versão para Entrega, a Sprint, a Reunião Diária, a Revisão da Sprint e a Retrospectiva da Sprint. O coração do Scrum é a Sprint, que é uma iteração de um mês ou menos, de duração consistente com o esforço de desenvolvimento. Todas as Sprints utilizam o mesmo modelo de Scrum e todas as Sprints têm como resultado um incremento do produto final que é potencialmente entregável. Cada Sprint começa imediatamente após a anterior.
Scrum utiliza quantro artefatos principais. O Backlog do Produto é uma lista priorizada de tudo que pode ser necessário no produto. O Backlog da Sprint é uma lista de tarefas para transformar o Backlog do Produto, pro uma Sprint, em um incremento do produto potencialmente entregável. Um burndown é uma medida do backlog restante pelo tempo. Um Burndown de Versão para Entrega mede o Backlog do Produto restante ao longo do tempo de um plano de entrega. Um Burndown de Sprint mede os itens do Backlog da Sprint restantes ao longo do tempo de uma Sprint.
As Regras fazem o elo entre os eventpos com duração fixa (time-boxes), os papéis e os artefatos do Scrum. […] Por exemplo, uma regra do Scrum diz que somente membros do Time – as pessoas comprometidas em transformar o Backlog do Produto em um incremento – podem falar durante uma Reunião Diária.
 Acesse o site oficial da Scrum Alliance para materiais de estudo, artigos e cursos!
 Fonte: Manifesto Ágil / Guia do Scrum (Ken Schwaber, maio de 2009), livro oficial da Scrum Alliance.

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